Seis líderes da UE reivindicam flexibilização nas regras de emissões para permitir híbridos e veículos a célula de combustível até 2035.
Recentemente, a União Europeia tomou uma decisão importante ao concordar em banir a venda de novos carros com motores a combustão até 2035. Essa medida foi impulsionada por uma restrição nas regras de emissões que visa permitir apenas veículos sem emissões. Contudo, um grupo formado por seis líderes, incluindo o primeiro-ministro da Itália, Giorgia Meloni, e o ex-primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk, está pedindo uma reconsideração desse plano.
Os líderes da Itália, Polônia, Eslováquia, Hungria, República Tcheca e Bulgária enviaram uma carta à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, sugerindo que híbridos plug-in, veículos com extensor de alcance e carros a célula de combustível deveriam ser mantidos no mercado mesmo após 2035. Eles argumentam que eliminar todas as opções de combustão de uma só vez pode transformar a Europa em um “deserto industrial”, como noticiado pela Bloomberg.
Um cenário desafiador para a indústria automotiva
A indústria automobilística europeia enfrenta um ambiente complicado: a demanda por veículos elétricos está aquém do esperado, a concorrência da China é agressiva e os custos de energia e mão de obra estão aumentando. A revisão das regras de emissões que estava programada para 2026 foi antecipada para este mês devido à baixa adoção de veículos elétricos, o que deixou montadoras como Volkswagen, Stellantis e Renault em estado de alerta, pois bilhões de euros em investimentos futuros estão em jogo.

Enquanto a Itália e a Alemanha se destacam na proteção de suas indústrias automotivas, a França adotou um enfoque mais voltado para veículos elétricos, promovendo investimentos que preservem empregos. Os seis líderes pedem um princípio de “neutralidade tecnológica”, argumentando que não há uma solução única para a descarbonização e que banir uma tecnologia pode simplesmente beneficiar concorrentes estrangeiros.
Tensões semelhantes nos EUA
A situação na Europa reflete um fenômeno que também ocorre nos Estados Unidos. A diretora do Conselho de Recursos do Ar da Califórnia, Lauren Sanchez, anunciou que o órgão irá reavaliar sua meta de 2035 para vendas de veículos totalmente elétricos e híbridos plug-in. A legislação para restringir a venda de veículos a combustão já enfrentou desafios, incluindo a votação de senadores republicanos que tentaram revogar a autoridade da Califórnia sobre suas próprias regras de emissões.


