Ford está se aventurando no mercado de armazenamento de energia, aproveitando a crescente demanda de data centers e da rede elétrica para utilizar a capacidade de baterias de EVs que não está sendo empregada.
Para isso, a montadora planeja converter sua capacidade de fabricação de baterias elétricas em Glendale, Kentucky, em um centro dedicado à produção de sistemas de armazenamento de energia.
Ford muda o foco de EVs para armazenamento de energia em data centers
A empresa revelou que investirá cerca de R$ 11 bilhões nos próximos dois anos para expandir esse novo segmento. A planta no Kentucky será adaptada para fabricar sistemas avançados de armazenamento de energia, com capacidade superior a 5 megawatts-hora, incluindo células prismáticas LFP, módulos BESS e sistemas elétricos de 20 pés — equipamentos cada vez mais usados em data centers, utilidades e grandes indústrias.
A produção inicial deverá ser iniciada em até 18 meses, valendo-se da experiência em manufatura da Ford e de tecnologias de bateria licenciadas. Até o final de 2027, a montadora espera implantar pelo menos 20 gigawatts-hora de armazenamento energético por ano.
Essa mudança segue um acordo de parceria entre Ford, SK On, SK Battery America e BlueOval SK, em que uma subsidiária da Ford gerenciará as plantas de baterias no Kentucky, enquanto a SK On assumirá a operação da planta no Tennessee.
Além disso, a Ford planeja um projeto separado de armazenamento de energia em Michigan, onde, na BlueOval Battery Park em Marshall, começará a produção de células prismáticas LFP de menor amperagem para sistemas de armazenamento residencial. Essa instalação está programada para iniciar a produção em 2026 e fornecerá baterias para a nova picape elétrica da Ford — o primeiro modelo feito na nova Plataforma Universal de EVs.

