A Honda mexeu em uma das peças mais estratégicas do seu tabuleiro no Brasil. A linha 2027 do City estreia com dianteira redesenhada, faróis Full LED em todas as versões, pacote de segurança mais completo e central multimídia inédita de 10 polegadas. O recado é direto: enfrentar a briga dos compactos com mais design, mais tecnologia e uma pitada de apelo esportivo.
O grande chamariz atende pelo sobrenome RS, configuração inédita e restrita à carroceria hatchback. Ela assume o topo da tabela e aposta tudo no visual escurecido, no acabamento interno exclusivo e nos detalhes que flertam com performance, sem mexer no conjunto mecânico. É uma jogada de imagem que a Honda já testou em outros modelos e agora leva ao City.
A estratégia comercial também chama atenção. A pré-venda mantém os preços da linha anterior, com lote limitado a 3.000 unidades divididas igualmente entre hatch e sedã. Encerrada essa fase, os valores regulares partem de R$ 117.700 e chegam a R$ 156.400, com vendas regulares previstas para o início de novembro.
Visual afiado e medidas para cada gosto
O hatchback foi o que mais mudou na frente. Ganhou faróis redesenhados, para-choque novo e grade em formato de colmeia, além de uma moldura superior na cor da carroceria que atravessa o logotipo e avança pelas laterais. O truque cria a sensação de um capô mais longo e deixa o compacto com postura mais larga e agressiva.

O sedã acompanha a mesma linguagem, mas com assinatura própria. A abertura inferior dianteira adota desenho trapezoidal com frisos horizontais, enquanto a traseira traz para-choque revisto e refletores verticais nas extremidades. São ajustes pontuais que atualizam o modelo sem quebrar sua identidade discreta e familiar.
Nas dimensões, cada carroceria defende seu público. O hatch mede 4.362 mm de comprimento, 1.748 mm de largura, 1.498 mm de altura e 2.600 mm de entre-eixos, com porta-malas de 268 litros e tanque de 39,5 litros. O sedã estica para 4.577 mm de comprimento e 1.477 mm de altura, mantém os 2.600 mm de entre-eixos e entrega o trunfo da categoria: 519 litros no porta-malas e tanque de 44 litros, praticamente o dobro da capacidade de carga do irmão hatch.
Motor 1.5 segue intocado e aposta na eficiência
Sob o capô, nada muda. Hatch e sedã mantêm o 1.5 flex aspirado de quatro cilindros, com injeção direta e duplo comando variável. São 126 cv com gasolina ou etanol, com torque de 15,8 kgfm com etanol e 15,5 kgfm com gasolina, sempre aliado ao câmbio automático do tipo CVT.

Os números de consumo reforçam a fama de econômico. O hatch registra 9,1 km/l na cidade e 10,7 km/l na estrada com etanol, além de 13,2 km/l na cidade e 15,1 km/l na estrada com gasolina. O sedã repete os 9,1 km/l na cidade com etanol e marca 10,8 km/l na estrada, enquanto com gasolina alcança 12,9 km/l na cidade e 15,3 km/l na estrada.
O motor 1.5 de 126 cv segue intocado: a evolução do City 2027 está no desenho, na segurança e na conectividade.
Hatchback: do LX pé no chão ao RS de vitrine
A gama hatch começa no LX por R$ 117.700, reduzido para R$ 117.500 na pré-venda. Mesmo como porta de entrada, traz seis airbags, faróis Full LED, câmera de ré multivisão, controles de estabilidade e tração, assistente de partida em rampa, alerta de pressão dos pneus e assistente de frenagem de emergência. Completa com rodas de aço de 15 polegadas com calotas e pneus 185/60 R15, ar-condicionado manual e multimídia de 8 polegadas com Apple CarPlay e Android Auto sem fio. É a única versão sem Honda Sensing.
O salto acontece a partir do EX por R$ 137.400, ou R$ 136.300 na pré-venda. Ele marca a estreia do Honda Sensing de série, com controle de cruzeiro adaptativo com função baixa velocidade, frenagem para mitigação de colisão, assistente de permanência em faixa, sistema de mitigação de saída de pista e farol alto automático. Soma rodas de liga leve de 16 polegadas, ar digital automático com saídas traseiras, carregador por indução e chave Smart Entry.
- EXL – R$ 144.800: acrescenta bancos em couro preto, volante e alavanca revestidos, painel digital TFT de 7 polegadas, sensores traseiros e sistema myHonda Connect com localização e pressão dos pneus pelo celular.
- Touring – R$ 153.300: estreia a multimídia de 10 polegadas com comandos por gestos de dois ou quatro dedos, barra de LED entre os faróis, rodas de 16 polegadas com fundo preto, sensores dianteiros e traseiros, retrovisor fotocrômico, Honda LaneWatch, ar digital de duas zonas e som com seis alto-falantes.
- RS – R$ 156.400: topo do hatch, com para-choque traseiro exclusivo, rodas pretas com verniz fumê, teto preto, retrovisores, antena e aerofólio pretos, ponteira esportiva e emblemas RS. Por dentro, teto preto, costuras vermelhas, pedaleiras de alumínio e painel com grafismo RS.
RS é visual, não apimentado no motor
Quem espera um City esportivo de verdade precisa alinhar as expectativas. O RS mantém exatamente o mesmo 1.5 de 126 cv das demais versões. A proposta é estética e de acabamento, com teto, rodas e detalhes escurecidos que dão ao hatch uma presença mais jovem nas ruas, sem promessa de desempenho extra.
Sedã joga com porta-malas gigante e Touring refinado
O sedã repete a lógica de equipamentos, com preços levemente superiores nas versões intermediárias. O LX custa R$ 117.700 e repete a receita do hatch de entrada: seis airbags, Full LED, câmera multivisão, controles eletrônicos, rodas de aço de 15 polegadas, multimídia de 8 polegadas e ar manual, sem Honda Sensing.
- EX – R$ 138.400: estreia o Honda Sensing no sedã, troca o aço pela liga leve de 16 polegadas e adiciona carregador sem fio, Smart Entry e ar digital com ventilação traseira.
- EXL – R$ 145.800: recebe couro preto, painel TFT de 7 polegadas, sensores traseiros e myHonda Connect com funções remotas pelo smartphone.
- Touring – R$ 154.300: a mais completa do sedã, com multimídia de 10 polegadas, barra de LED nos faróis, rodas com interior preto, sensores dianteiros e traseiros, retrovisor fotocrômico, ar de duas zonas e seis alto-falantes. Nas cores Branco Topázio, Azul Cósmico e Cinza Basalto, pode trazer interior em cinza claro.
Todos os preços caem na pré-venda: LX por R$ 117.500, EX por R$ 137.300, EXL por R$ 144.700 e Touring por R$ 153.200. É um desconto direto para quem garantir uma das 3.000 unidades iniciais.
Tecnologia e garantia como argumento de venda
Além do desenho, a Honda caprichou na eletrônica. O Honda Sensing agora parte desde a versão EX nas duas carrocerias, o myHonda Connect chega a partir da EXL e a nova multimídia de 10 polegadas coroa Touring e RS com operação por gestos para volume, troca de faixas e mudo. São recursos que aproximam o City de segmentos superiores.
Para fechar o pacote, a linha 2027 mantém a garantia de seis anos sem limite de quilometragem, um dos pontos mais fortes da marca na hora da revenda. A combinação de consumo contido, manutenção previsível e pacote de segurança ampliado sustenta o City como alternativa racional em meio a rivais turbo e híbridos.
A linha 2027 mostra que a Honda prefere evoluir o City onde o cliente mais percebe: estilo, equipamentos e segurança, sem arriscar no motor. Se a fórmula com a inédita RS vai sustentar preços e aquecer a disputa com os rivais, continue acompanhando a cobertura completa, os comparativos e os testes aqui no MNZ Motors.

