Com o desfecho da temporada 2025 da Fórmula 1, a FIA estabeleceu novas regras que afetam o tempo disponível no túnel de vento para as equipes em 2026. Essa política de restrições, instaurada em 2019, visa equilibrar a competição, evitando que as equipes mais abastadas superinvestam em aerodinâmica e, por consequência, adquiram uma vantagem desproporcional. O foco é promover um desenvolvimento mais equitativo, permitindo que times com orçamentos variados se aproximem em termos de performance.

A nova regra determina que as equipes que obtiverem melhores classificações no Campeonato de Construtores do ano anterior terão um tempo reduzido para trabalhar no túnel de vento. Em contrapartida, as equipes que terminam em posições inferiores ganharão mais tempo para realizar seus testes aerodinâmicos, com a intenção de diminuir a lacuna entre os times líderes e os de menor desempenho.

Após a temporada 2025, a McLaren, campeã de construtores, terá apenas 70% do tempo total no túnel de vento. Isso gera uma desvantagem significativa em relação a outros times. Em contraste, a Ferrari, que terminou em quarto lugar, irá dispor de 85% do total de horas disponíveis, utilizando essa vantagem a seu favor para melhorar seu desempenho no campeonato.

Os tempos de utilização do túnel de vento são alocados da seguinte forma:

  • Mercedes: 2º – 75%
  • Red Bull: 3º – 80%
  • Ferrari: 4º – 85%
  • Williams: 5º – 90%
  • Racing Bulls: 6º – 95%
  • Aston Martin: 7º – 100%
  • Haas: 8º – 105%
  • Alpine: 10º – 115%
  • Audi (ex-Sauber): 115%
  • Cadillac: 115%