Com a proximidade do Réveillon e o outono se intensificando na Europa, as condições de condução tornam-se desafiadoras. O aumento da neblina e da chuva exige que motoristas estejam atentos às normas de tráfego, uma vez que infrações relacionadas ao uso de faróis podem resultar em multas significativas, superando 100 euros.
No Brasil, o cenário se torna ainda mais relevante a partir de 2026, com a implementação da chamada Lei do Farol, que veio para regular o uso do farol baixo em rodovias, principalmente em trechos de pista simples, onde há um risco elevado de colisões frontais.
Uso obrigatório do farol baixo
A nova legislação determina que o farol baixo deve ser utilizado durante o dia em rodovias sem separação física entre os sentidos, mesmo que o sol esteja brilhando. Em vias de pista dupla, a obrigatoriedade se aplica apenas em condições de baixa visibilidade, como chuva, neblina intensa, fumaça e ao atravessar túneis.
À noite, a regra é clara: o uso do farol baixo é indispensável em qualquer via. Embora veículos equipados com Luz de Condução Diurna (DRL) possam usá-las durante o dia, em situações críticas de visibilidade, o farol baixo deve ser acionado. O descumprimento dessa norma é classificado como uma infração média, resultando em uma penalidade de R$ 130,16 e a adição de quatro pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
Impacto no número de acidentes
Especialistas alertam que manter o farol baixo ligado aumenta considerablemente a visibilidade do veículo, contribuindo para a redução de acidentes, especialmente nas rodovias simples, que concentram a maioria dos acidentes fatais no país. Além disso, novas regras de inspeção técnica, que estão em vigor desde julho de 2025, tornam a verificação da iluminação do veículo uma questão inadiável. Lentes foscas ou lâmpadas queimadas podem generar a reprovação do veículo, resultando em custos adicionais e atrasos para aqueles que dependem do carro para o dia a dia.
Desde 2025, carros zero quilômetro deverão ser equipados com um sistema automático de iluminação, que acende os faróis sem a necessidade de intervenção do motorista. No entanto, é imprescindível manter a limpeza das lentes, checar as lâmpadas e ajustar a altura dos fachos para assegurar não apenas a conformidade com as normas de trânsito, mas também uma condução segura.
Outro aspecto importante a considerar é o uso do insulfilm. Desde 2022, a presença de bolhas em para-brisas e vidros dianteiros é proibida, e a transmitância mínima de luz deve ser de 70%. Para os vidros laterais traseiros, não há mais limite, desde que o veículo possua retrovisores externos em ambos os lados.
A recomendação final das autoridades é simples: antes de iniciar a viagem, ligue o farol baixo e verifique as condições de iluminação do veículo. Além de evitar multas e preservar pontos na CNH, seguira essas regras contribui para um trânsito mais seguro.
O Que Isso Significa para o Brasil
- Multas e Penalizações: Adotar o farol baixo pode evitar uma multa de R$ 130,16 e a perda de 4 pontos na CNH.
- Segurança: O uso adequado do farol baixo e a manutenção da iluminação são cruciais para prevenir acidentes nas rodovias brasileiras.
- Conformidade Legal: As novas regras trazem uma abordagem mais rigorosa, refletindo um esforço pela segurança no trânsito.

