Roger Corassa está de volta ao setor automotivo, assumindo a vice-presidência executiva da Omoda & Jaecoo no Brasil a partir de 5 de janeiro de 2026. Após um breve período sabático após sua saída da Volkswagen, o executivo trará consigo mais de 30 anos de experiência, incluindo mais de 20 anos na FCA, agora parte da Stellantis, e um histórico recente de cinco anos na Volkswagen.
A Omoda & Jaecoo vê o Brasil como estratégico, já que o país representa uma posição crescente entre as 50 subsidiárias globais da fabricante chinesa. A missão inicial de Corassa é definir e estruturar a produção local para os modelos da marca. “Estou começando com um planejamento quase em branco”, comentou em uma coletiva no dia 10. Ele está considerando utilizar uma instalação já existente do grupo Chery no Brasil ou iniciar um projeto totalmente novo.
Foco na localização e diferenciação
Corassa destaca a importância de ter uma gestão adaptada ao mercado brasileiro, mantendo um diálogo constante com a cultura chinesa. A marca investe cerca de R$ 15 milhões na criação de um motor flex para o Brasil, evidenciando seu compromisso de se conectar com as preferências locais.
Somente em 2025, a Omoda & Jaecoo já se destacou como uma das dez principais marcas de SUVs médios no Brasil, e sua participação no mercado eletrificado cresceu consideravelmente, impulsionada pelo modelo Jaecoo 7 SHS. A operação no Brasil recebeu um investimento significativo de R$ 200 milhões, permitindo o lançamento de vários modelos eletrificados: Omoda E5, Jaecoo 7, Omoda 5 HEV e Omoda 7.
Expansão da rede e novos modelos para 2026
Além disso, Corassa planeja expandir a rede de lojas, atingindo 80 este ano, com uma meta de chegar a 100 em breve. Em 2026, os novos modelos Jaecoo 5, Jaecoo 8 e Omoda 4 estarão disponíveis, visando competir no setor de SUVs de entrada a preços acessíveis. “Quero maximizar o volume dessa operação”, afirmou Corassa.
O plano de crescimento da Omoda & Jaecoo se sustentará em cinco pilares: fortalecimento da equipe local, CRM produtivo, sinergia na cadeia de suprimentos, expansão da rede de lojas e uma conexão mais moderna e confiável com a marca. Localizando a produção no Brasil, a companhia espera reduzir custos logísticos e transformar o país em um futuro hub de exportações para a América do Sul.
“Queremos ser uma marca que desperte paixão e emoções, que seja parte da história dos brasileiros. Nossa conexão deve ir além de excelentes produtos”, conclui Corassa, retornando ao comando do setor automotivo antes mesmo do esperado.

