Sem novos modelos e limitada pelo Proconve L8, Subaru se concentra no pós-venda enquanto a Caoa tenta manter a marca ativa no Brasil.

O futuro da Subaru no Brasil é incerto. Com o fechamento da concessionária em São Paulo e sem novos lançamentos programados, a marca enfrenta desafios para se adequar às novas leis de emissões. A importadora Caoa, responsável pela marca no Brasil, tenta negociar uma solução, mas o cenário parece complicado.
A concessionária Subaru no Brooklin, inaugurada como modelo da marca no Brasil, fechou suas portas há três meses. Desde então, os clientes estão sendo atendidos em Moema, onde a Caoa Hyundai mantém uma oficina de pós-venda. Esta mudança reflete a atual situação delicada da Subaru no mercado brasileiro.

A loja, que já teve sua fachada vibrante, agora apresenta um aspecto de abandono. Os poucos modelos Subaru Forester disponíveis ainda esperam por compradores após serem importados em 2023, e correm o risco de não serem vendidos devido à adoção das novas regras de emissões (Proconve L8).
As exigências legais, que demandam adaptações significativas, estão dificultando a importação de novos modelos pela Caoa. Carlos Alberto Oliveira Andrade Filho, co-presidente da Caoa, explica que a empresa está disposta a investir na adaptação dos veículos, mas enfrenta resistência da matriz japonesa.

A Subaru tem produzido menos de 1 milhão de veículos por ano desde 2020, e as negociações acerca de um motor a combustão para o mercado brasileiro estão em andamento, enquanto os modelos elétricos, que são baseados em plataformas da Toyota, estão fora de cogitação para o Brasil.
A Caoa garantiu que continuará prestando serviços de pós-venda e honrando a garantia dos clientes, apesar dos desafios atuais. As oficinas de pós-venda estão ativas em diversas cidades, oferecendo suporte aos Subaruistas apaixonados pela marca.

