A Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis (ACEA) anunciou, nesta terça-feira, que as vendas de automóveis na União Europeia (UE) cresceram 1,4% até novembro de 2025, em comparação ao mesmo período de 2024. O cenário é ainda mais promissor para os veículos elétricos, que registraram um salto significativo de 27,6%.
Apesar desse avanço, a ACEA destaca que os volumes totais de vendas ainda estão muito aquém dos níveis pré-pandemia, demonstrando a complexidade da recuperação do setor automotivo sob as repercussões da COVID-19.
Os veículos 100% elétricos conquistaram uma quota de mercado de 16,9% nos primeiros 11 meses de 2025, totalizando 1.662.399 unidades vendidas até novembro. Este crescimento evidencia a mudança de comportamento dos consumidores em direção a opções mais sustentáveis.
Mercados em destaque
Dentre os principais mercados da UE, a Alemanha lidera com um impressionante crescimento de 41,3%, seguida por Bélgica (10,2%), Países Baixos (8,8%) e França (9,1%). No caso de Portugal, as vendas de veículos elétricos novos também tiveram uma valorização de 27,5%, com 46.666 veículos comercializados até novembro.
Comportamento do consumidor e preferências
Mesmo diante da ascensão dos elétricos, os veículos híbridos continuam a ser a preferência dos consumidores na UE, detendo uma quota de mercado de 34,6% entre janeiro e novembro de 2025. Já os veículos a gasolina e a diesel totalizaram 36,1% das vendas, mostrando que a transição para veículos totalmente elétricos ainda enfrenta desafios de aceitação.
Entre janeiro e novembro, o total de 3.408.907 híbridos vendidos demonstra um crescimento robusto, com a Espanha liderando o incremento nas vendas de híbridos com 26%, seguida por França (24,2%) e Alemanha (8,7%). Assim, os híbridos plug-in também mostraram um desempenho positivo com 912.723 unidades registradas até o mês de novembro.
Desafios e concorrência no mercado
Por outro lado, os veículos a gasolina enfrentaram uma queda expressiva de 18,6% durante o mesmo período, com a França apresentando uma redução de até 32,1%. Este movimento revela uma clara mudança nas preferências dos consumidores, que cada vez mais buscam alternativas mais ecológicas.
Não obstante, marcas renomadas como a Tesla sofreram recuos significativos, com uma queda de 38,8% em suas vendas, reduzindo sua quota de mercado para 1,3%, comparado a 2,2% do ano anterior. Em contrapartida, o fabricante chinês BYD não só sobreviveu à concorrência como prosperou, com um aumento impressionante de 240% nas vendas na UE.
Ficha Técnica
- Vendas de veículos elétricos na EU até novembro: 1.662.399 unidades
- Cota de mercado dos elétricos: 16,9%
- Cota de mercado dos híbridos: 34,6%
- Aumento de veículos híbridos: 3.408.907 unidades
- Declínio da Tesla: 38,8%
- Aumento da BYD: 240%
O que isso significa para o Brasil
Essas tendências na Europa podem impactar diretamente o cenário brasileiro do mercado automotivo. A entrada de marcas chinesas, como a BYD, e o crescente interesse por veículos elétricos podem acelerar a transição brasileira para opções mais sustentáveis, especialmente em um país com desafios graves como a poluição e a dependência de combustíveis fósseis.

