O BYD Dolphin Mini está prestes a mudar de geração na China, e a transformação será bem maior do que uma simples atualização visual. O compacto elétrico ficará 42 centímetros mais comprido, ganhará quase o dobro da potência e trocará a tração dianteira pela traseira.
Conhecido como Seagull no mercado chinês, o novo modelo passa a medir 4,20 metros de comprimento, 1,81 m de largura e 1,57 m de altura. O entre-eixos aumenta de 2,50 m para 2,65 metros, medida equivalente à de SUVs compactos vendidos no Brasil, como o Volkswagen T-Cross.
A mudança também chega à mecânica. O motor elétrico passa do eixo dianteiro para o traseiro e entrega 95 kW, equivalentes a 129 cv. O Dolphin Mini comercializado atualmente no Brasil tem 75 cv.
Com o motor transferido para trás, a BYD conseguiu criar um porta-malas dianteiro, o chamado frunk, com 94 litros de capacidade.
A suspensão traseira também evolui de eixo de torção para um conjunto multilink.
Autonomia pode chegar a 420 km
Na China, serão oferecidas baterias de 30 kWh e 39,2 kWh.
Segundo os dados divulgados, a autonomia varia entre 320 km e 420 km pelo ciclo chinês CLTC, dependendo da bateria escolhida. Pelo padrão WLTP, os números equivalentes são de 262 km e 344 km.
As versões superiores poderão ainda receber sensor LiDAR e o pacote avançado de assistência à condução DiPilot 300.
Apesar das mudanças importantes, existe um detalhe fundamental para o consumidor brasileiro: a BYD ainda não confirmou a chegada da nova geração ao Brasil.
Por enquanto, o lançamento está programado apenas para a China até o fim de 2026.

